Cafonice do dia: não saber escolher por si próprio

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O Brasil é um país maravilhoso. O clima é inigualável e as pessoas, então, nem se fala. Terra das oportunidades, nossa nação verde e amarela tem de tudo e de todos para dar certo. Mas algumas coisas parecem puxar nosso tapete, empurrando-nos para o subdesenvolvimento. Uma delas, arrisco-me a dizer, seria nossa incapacidade em fazer escolhas a partir de nossa própria identidade.

Em geral, para o brasileiro, sempre o que vem de fora é muito melhor. A língua inglesa é mais concisa e direta. A francesa, mais elegante e sonora. Barcelona é mais moderna, Copenhagen é mais interessante. Berlim é o novo central cultural, Londres, onde tudo acontece e Paris, a capital da moda.



Justamente por pensarmos assim é que acabamos por pautar nossas escolhas com base em uma realidade muito distante da nossa, incompatível com o nosso cotidiano. Isso sim é que é ser cafona, pelo menos na minha opinião. Somos bregas e nos achamos chiques, pois reproduzirmos modelos que talvez funcionem lá fora, mas que por aqui não fazem o menor sentido.

Como exemplo, podemos citar as grifes brasileiras que cultuam o minimalismo, considerado mais sóbrio e chique por muitos. Para mim, roupas desta natureza fazem sentido num contexto mais clássico, mais europeu. As linhas retas, puras e as cores neutras estão de fato presentes em nossa paisagem? Ou somos um país de formas orgânicas, contornos sinuosos e cores vibrantes?



Até quando vamos continuar olhando para fora em busca de referências? O mundo inteiro já percebeu nosso potencial criativo e criador, menos nós próprios, que de tão masoquistas, adoramos nos sabotar. Fato é que, embora o estilo de vida carioca seja celebrado nos mais diversos cantos do globo, nós, brasileiros, temos a tendência de considerá-lo despojado e informal demais. O que fora desperta encantamento e é motivo de admiração, é visto no país com certo desdém.

Infelizmente, ainda paira no ar a velha síndrome do colonizado, tão nociva à nossa economia criativa. Apesar de inspiração por aqui não faltar, a tendência tupiniquim é produzir a partir do olhar do outro, buscando a aprovação dos países que desenvolvem a tão celebrada "alta cultura". Seja na moda ou em outras áreas como a arquitetura, o cinema e a música, por exemplo, valorizamos os profissionais estrangeiros em detrimento dos nacionais. Buscarmos longe o que está bem à nossa frente: boas idéias.

Ande a pé pelas grandes metrópoles do país e repare nas construções. Você verá que o estilo neoclássico tomou conta das cidades, num suposto resgate (?) da sofisticação de outrora. Mas o que esses prédios têm a ver conosco? Observe as vitrines da lojas e depois, dê uma olhada nos desfiles das semanas de moda internacionais. Quantas tentativas (mal feitas) de cópia você não verá? Com quantas legendas tipo "Givenchy inspired" você não irá deparar-se? É melhor nem perguntar.

Já passou da hora de acordarmos. Precisamos construir uma identidade genuinamente brasileira, pois é isso que o resto do mundo quer ver. Não adianta tentar exportar um conceito enlatado, adaptado daquilo que se vê lá fora. Os gringos querem mesmo é o DNA brasileiro, que nós nem sempre conseguimos ressaltar.


Em meio a essa delicada realidade, alguns nomes conseguem destacar-se. Parabéns às marcas Osklen e Ronalda Fraga, por suas roupas ao mesmo tempo regionais e globalizadas, ao designer Carlos Motta, por suas lindas peças feitas a partir de nossas matérias-primas, ao site RIOetc, pela sua maneira deliciosa de retratar o estilo de vida carioca, ao programa de televisão "Casa brasileira", pelo incentivo e pela valorização da beleza e da estética enquanto elementos transformadores...

O Brasil é tudo isso e muito mais. O Brasil é agora.

Famoso com estilo: James Franco

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Após despontar na pele do personagem Harry Osborn, filho do vilão Duende Verde no blockbuster Homem Aranha, nosso famoso com estilo de hoje passou a colecionar papéis de destaque em Hollywood, atuando não só como ator, mas também como diretor, produtor e roteirista. Além de conciliar todas estas carreiras, ele ainda encontra tempo para dar aulas de cinema na faculdade de artes CalArts, na Califórnia. Um verdadeiro prodígio da nova geração.


Aos 35 anos, o multifacetado e talentoso James Franco nutre também uma íntima relação com a moda. Há quatro anos como o rosto da grife italiana Gucci, ele exibe um estilo à la James Jean, próprio de um rebelde sem causa. Além das roupas precisamente calculadas para criar esta imagem, ele ainda cultiva uma barba por fazer e um cabelo levemente bagunçado, que reforçam seu visual cool.

Um dos principais galãs da nova geração, Franco anda atraindo muitos admiradores, tanto por causa daquilo que veste quanto das opiniões que emite. Mesmo para quem não é fã do rapaz, uma coisa não se pode negar: ele está na crista da onda.

Óculos escuros modernos

Costume azul marinho: chiqueria pura





































Cool

De black tie na capa da revista 10 MEN

Jaqueta de couro sempre!

Cabelo bagunçado + barba por fazer

Na capa da revista Squire

Na campanha do perfume Gucci by Gucci 

Casual de Ray-Ban

Amor na moda

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Parceiros de toda uma vida, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé formaram um dos casais mais comentados do mundo da moda. Os dois, que juntos construíram um verdadeiro império, tiveram uma duradoura, porém turbulenta relação, marcada pelo abuso de álcool e drogas por parte do costureiro.

A dupla esteve lado a lado ao longo de 50 anos, escrevendo a intrigante história retratada no documentário L'amour fou, que em português foi traduzido como "O louco amor de Yves Saint Laurent". Desde o momento em que se conheceram, passando pela criação da maison com o nome do estilista até sua morte no ano de 2008, o filme relata, sob a ótica de Bergé, uma vida marcada pelo apreço às obras de arte, pelo convívio com celebridades e por muitos acontecimentos polêmicos.

Trata-se de uma referência indispensável àqueles que buscam compreender melhor a trajetória de um dos maiores criadores do século XX, capaz de traduzir em peças de roupa toda a beleza e poesia que nos circundam, mas que poucos, infelizmente, conseguem enxergam.

Yves Saint Laurent em campanha do perfume Opium, hit da marca que leva seu nome

YSL e Pierre Bergé



















Abaixo, o trailer do filme: